Lauda

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Por lauda entende-se uma unidade de medida utilizada basicamente em traduções editoriais e em traduções juramentadas. Entretanto, embora designe uma unidade de medida de textos, há laudas de diversas medidas, variando segundo o segmento ou a editora.

Em tradução editorial de textos literários e humanísticos, predomina o padrão de 2.100 toques (caracteres + espaços), embora algumas editoras utilizem o padrão de 1.800 caracteres (isto é, sem contar os espaços) e outras, 2000. Ou seja, não existe uma lauda padrão. A contagem se refere sempre ao texto final traduzido.

Diante disso, pode ser interessante converter esse preço por lauda para outra unidade, como a palavra, para se poder comparar os preços em termos mais claros. A conversão pode ser feita usando a contagem do MS Word, que mostra o total de palavras, caracteres com e sem espaços. A conta a ser feita é a seguinte:

1 - Dividir o total de caracteres pelo número de caracteres por lauda informado pela editora para se chegar ao total de laudas de um determinado texto.

2- Dividir o total de palavras pelo número de laudas obtido na primeira conta para se chegar ao número de palavras por lauda.

3 - Dividir o preço por lauda informado pelo cliente pelo número de palavras por lauda obtido na conta anterior.

Já na edição de textos técnicos, é bastante disseminado o uso de laudas de 1.000 caracteres sem espaços ou 1250 caracteres com espaços, embora predomine o preço por palavra no mercado de tradução técnica/especializada.

Porém, principalmente no caso das editoras, podem ser adotados diferentes tamanhos de laudas, podendo variar de 1.000 a 2.500 caracteres, considerados com ou sem espaços. Por esse motivo, não é possível considerar a lauda como um padrão uniforme para a avaliação do tamanho de um livro a ser traduzido ou cálculos de produtividade.


Origem[edit | edit source]

A origem da lauda remonta ao tempo da linotipia, um sistema de tipografia que em vez de tipos móveis usava linhas de texto fundidas em bloco. As linotipos (máquinas de linotipia) contavam com um teclado semelhante ao de uma máquina de escrever onde o operador ia datilografando o texto que ficava numa estante. A estante e a folha que nela se punha tinham um formato predefinido: 30 linhas de 70 toques cada. Daí a origem da lauda mais amplamente utilizada: a de 2.100 toques.