Resenhas

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Manual de informática aplicada a la traducción. Autores: Santilli, D. (coordenação e revisão geral), Cazenave, M. E.; Bogdán, A.; Brienza, S.; Desalvo, M.; Fuentes, G.; Gomá, H.; Rial, M; Torres, M. E.; Zapata, C. Prólogo de Jost Zetsche. Idioma: espanhol. 280 páginas. Cidade Autônoma de Buenos Aires: Colegio de Traductores Públicos de la Ciudad de Buenos Aires, 2016.

Resenha por: Jorge Davidson

O Manual de informática aplicada a la traducción é uma obra coletiva composta de treze capítulos independentes que abordam muitas das ferramentas que o tradutor usa no seu dia a dia. O Manual inclui desde uma introdução básica ao hardware e o software, até o uso de CAT Tools, ferramentas de controle de qualidade, gestão terminológica, aplicações móveis e uma breve resenha sobre tradução automática. Trata-se de um ótimo manual de consulta para profissionais iniciantes, para colegas que não estejam muito familiarizados com a tecnologia e as ferramentas de uso habitual e, inclusive, para todos aqueles que prefiram ter uma obra física de consulta para diversos assuntos vinculados à tecnologia aplicada a nossa profissão. O Manual tem muitas imagens, a grande maioria delas capturas de telas bem selecionadas, o que permite utilizá-lo como um tutorial para a utilização das ferramentas apresentadas. No prólogo, Jost Zetsche faz uma chamada à ação, conclamando os tradutores a se manterem atualizados, abraçar a tecnologia e ocupar um papel proativo, em lugar de meros espectadores, neste momento de inflexão que estamos vivendo, onde a irrupção da tradução automática impõe novos desafios.

Capítulos

1. Introdução ao hardware e software

No capítulo inicial, Héctor Gomá faz um resumo didático dos elementos principais das PC, ponderando a importância de alguns dos componentes chave e dando dicas úteis que podem ajudar a tomar decisões na hora de comprar ou montar as nossas máquinas. A continuação, descreve e classifica o software de maneira geral.

2. Sistemas operacionais

Gabriel Fuentes explica neste capítulo os componentes dos sistemas operacionais, centrando-se no Windows 8 e 8.1 e na distribuição de Linux Ubuntu.

3. Manutenção da nossa máquina

No terceiro capítulo, Santilli apresenta os principais procedimentos de manutenção do software das nossas PCs. Centrado principalmente no Windows 10, o autor aborda temas que vão desde a desfragmentação do disco e a eliminação de arquivos, até cópias de segurança e restauração de sistema. O autor descreve tanto as próprias ferramentas do sistema operacional, como algumas opções que oferece o conhecido CCleaner.

4. Suítes de escritório

O capitulo 4 aborda as suítes de escritório a partir do Office 2013, o Apache OpenOffice (uma opção de código aberto), e os principais aplicativos do Google Drive. As autoras, Sol Brienza e Cinthia Zapata, oferecem diversas capturas de telas e proporcionam conselhos e recomendações úteis.

5. Memórias de traduçãoo

Analía Bogdán apresenta no capítulo 5 o princípio de funcionamento das memórias de tradução, suas vantagens e desvantagens, e, seguidamente, diversos autores mostram os recursos básicos das principais ferramentas CAT. Cada uma das subseções oferece um tutorial simples e claro para utilizar os principais recursos dos programas. Santilli se ocupa do SDL Trados Studio 2015; Bogdán apresenta o Wordfast Pro; Matías Desalvo o memoQ 2015 e o OmegaT. As explicações são claras e se apoiam em imagens bem selecionadas.

6. Gestão terminológica

Neste capítulo, Bogdán explica conceitos básicos sobre terminologia, falando da estrutura de uma base terminológica e oferecendo uma introdução às ferramentas de gestão. A continuação, Santilli apresenta o SDL Multiterm 2015 e a sua integração como o Studio. O autor explica de maneira objetiva e direta como fazer diversas ações, desde criar, exportar e importar bases terminológicas até criar uma lista negra. A continuação, Desalvo explica a gestão de terminologia no OmegaT.

7. Alinhamento

Mais uma vez, diversos autores se revezam para explicar como se faz o alinhamento com várias ferramentas. Santilli mostra detalhadamente o processo no Studio 2015; Bogdán se centra no Wordfast Aligner; e Desalvo oferece tutoriais de alinhamento no memoQ 2015 e nas ferramentas youalign e LF aligner.

8. Controle de qualidade bilíngue e monolíngue

No capítulo 8 Bogdán apresenta a importância do controle de qualidade, oferecendo também uma classificação dos principais erros. Santilli mostra os recursos de controle de qualidade do SDL Trados Studio 2015; Desalvo faz o próprio com os do memoQ e o ApSIC Xbench. Além disso, são apresentadas ferramentas menos populares, como o Stilus, para espanhol, e o WhiteSmoke e o PaperRate para inglês.

9. Outras ferramentas para tradutores

Neste capítulo, Santilli e Cazenave fazem uma introdução a uma série de ferramentas auxiliares. Os programas são apresentados, como no resto do Manual, com capturas de tela que permitem compreender o funcionamento básico. As ferramentas descritas são: para gestão de PDFs, ABBYY FineReader, Zamzar, OnlineConvert e Image to PDF converter; para contagem de palavras, FineCount, PractiCount e CountAnything; para administração de arquivos, Q-Dir; para procura e substituição, Search and Replae; para procura de arquivos, Agent Ransack; para captura de telas, GreenShot; para descarga de websites, HTTrack; para reconhecimento de voz, DragonNaturallySpeaking; para gestão de sítios FTP, FileZilla; para reprodução multimídia, VLC; e para gravação e cópia de CDs, Imgburn.

10. Recursos tecnológicos em internet

Santilli escreve neste capítulo sobre diversos recursos web, desde navegadores até websites uteis nas nossas procuras do dia a dia. Gabriel Fuentes fala das redes sociais: Facebook, Linkedin e Twitter. 11. Desktop Publishing (DTP)

No capítulo 11, María Eugenia Torres apresenta duas ferramentas de editoriação eletrônica, o Scribus e o Gimp.

12. Aplicativos móveis

Fuentes mostra neste capítulo aplicativos móveis úteis para nosso trabalho, que vão desde recursos para consultas terminológicas até armazenamento na nuvem, programas para fazer anotações, controlar o tempo dedicado aos projetos e escanear documentos com um smartphone.

13. Tradução automática (machine translation)

Neste capítulo, Mariana Rial faz uma breve introdução à tradução automática falando dos seus origens e evolução, classificação dos sistemas, integração com as ferramentas CAT, a relação entre a tradução automática e o tradutor profissional e o futuro dessa tecnologia.